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abril 26, 2005

Se alguém já o disse melhor...

"E depois há ainda aquele pequeno toque. Misto de cool, charme e classe. Rufus mostrou por diversas vezes a sua veia de entertainer e humorística. E isso serviu para dar um sabor especial às canções. Não são meras explicações. São histórias. Algumas algo caóticas e surreais, mas que ajudam a compreender o universo criativo deste artista. Seja para dedicar «Gay Messiah» a todos os Papas mortos e vivos. Para jogar com a sua homossexualidade. Para contar a aventura do comboio-que-atropela-uma-vaca vivida pela mãe (a música Kate McGarrigle) nessa tarde na Bélgica, antes de introduzir «Beauty Mark». Imaginar-se Mozart em «Little Sister». Ou para, vestido de Sininho e fio dental, brincar com os Keane boys, parceiros de digressão pela Europa.
...
assistiu-se a um dos mais inéditos finais de concerto de que nos recordamos ter presenciado. Primeiro Rufus despede-se do seu longo lenço de dandy. O baterista tira a camisa. Rufus o casaco. O segundo pianista de serviço surge vestido de motoqueiro gay. Rufus fica de fio dental e asas de fada. Num misto de Miss Lisboa – com direito a faixa – e Sininho de saltos altos vermelhos, capaz de deixar Guy, vocalista dos Toilet Boys, vermelho de ciúmes. Joan Wasser e parceira de cordas ensaiando um strip e carícias em trajos menores. Um tocador de banjo vestido de pirata. E um baixista drag. O imaginário – e realismo puro – dos fetiches e momentos que originaram «Want One» levados ao palco e logo depois trocados por fantasias de Dia das Bruxas. Abrindo caminho para a despedida, de roupão turco, ao terceiro encore, com «California». Já com o Coliseu completamente rendido. "

Filipe Rodrigues da Silva in Diario Digital




BP

Comentários

Já chega!... (não há ninguém que diga :"Bah! nem por isso foi muito bom!..." ?!?!?!)

Afixado por: urso em abril 27, 2005 11:49 AM

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