setembro 14, 2004
E a rainha pisou o Atlântico...
Assisti ontem ao concerto da Madonna. Não sou dos incondicionais da senhora, mas reconheça-se-lhe o mérito da vanguarda na música pop que lhe permite o estatuto que actualmente ostenta. A isso acrescente-se o público gay. Se alguém tinha dúvidas, bastava olhar para a assistência do Pavilhão Atlântico. Madonna não seria quem é sem o apoio dos fãs gays.
O espectáculo? Profissionalíssimo, com Madonna em excelente forma e com um nível de sofisticação e aparato visual a que não estamos muito acostumados. O pior? A ausência de alguns hits (Ray of Light, Hollywood, Love Profusion...) e a matemática do alinhamento sobrepôr-se ao pedido das quase 20 mil almas, para um encore.
Madonna poderá ser a rainha da pop, mas nenhum concerto pode ser excepcional se o artista não se deixa contagiar pelo entusiasmo do público. Sem retirar mérito à estrondosa qualidade do espectáculo, Madonna fez o que tinha a fazer e nem mais uma vírgula. Perante uma audiência que lhe dedicou mais do que ela dedicou à audiência.
Amei o espectáculo, mas devo reconhecer que tens razão: Madonna apresentou-se um bocado fria demais. Tenho 3 teorias:
1- Nervos por estar a ser gravada para o DVD;
2- Final da Tour: nada era novidade para ela e a monotonia fê-la agir mecanicamente;
3- É uma estrela consagrada: as pessoas vão continuar a gostar dela e por isso não precisa de se esforçar para cativar o público como qualquer artista mais principiante.
Faltaram obviamente temas como Ray of Light (quanto a mim, demasiado exigente em termos vocais; e para nada correr mal, não foi incluido).
Apesar de tudo isto, ia outra vez, se tivesse oportunidade. Paguei para ver um espectáculo soberbo e assisti a algo mais do que isso. Vai ficar na minha memória durante muitos anos como o melhor concerto que já alguma vez assisti.
Sim, também concordo até certo ponto. No entanto não me importei assim muito porque já esperava. Em toda a tourné ela não fez um único encore...
Acho que o show estava muito bem preparado e a categoria dela reserva-lhe algumas regalias, como a de fazer o espectaculo e adeus! Não é por isso que gostamos mais ou menos dela...
Este show vai ficar para sempre como um sonho, de há muito tempo, realizado...
Afixado por: Bichosdomato em setembro 14, 2004 09:36 PMeu queria tre visto a evita, mas a 61 € de q me posso queixar?
ah sim, do santana
Ela tocou o Hollywood. Quanto ao concerto creio que podia ser muito melhor...
Afixado por: Gattaca em setembro 15, 2004 07:28 AMEla não tocou o Hollywood. Aquilo foi uma amostra intercalada. Mal deu para perceber :)
Afixado por: BP em setembro 15, 2004 10:43 AMOk. Não tenho muito jeito para este tipo de "discussões", mas pronto. Para mim tocou, assim como para muitas pessoas. E para a própria também deve ter tocado porque vinha referido no alinhamento dos temas incluído no "tour book" oficial. Assim como para os jornalistas de todos os países onde a moça actuou. Mas opiniões não se discutem. :-)
Afixado por: Gattaca em setembro 15, 2004 01:48 PMPelo o que li aqui vejo que ela repetiu de uma forma mecanica aquilo que fez em Nova York.
vejam detales aqui:
http://viajeans.blogspot.com/2004/07/reinvent-yourself-as-ive-had-enough.html
Discordo, "forma mecânica"? Sim, o espectáculo foi "igual" mas porque se trata de uma enorme produção, bailarinos, cenários, mudança de temas, etc. Obviamente que a tour tem sempre a mesma essência, o que muda são pequenos pormenores, a "mood" dela, etc.
Em relação à "frieza", acho que teve mesmo a ver com o DVD, embora eu a tenha achado muito bem-disposta e surpreendida com o nosso público. Mas tmbém sei que estava bem mais emocionada no 2º dia, devido tb ao final da tour.
Acredito que os desiludidos tenham sido muito poucos, valeu cada cêntimo e quem lá esteve viu que "music makes the people come together".