abril 26, 2004
A força de um abraço
Hoje apetece-me ser deliberadamente confessional e piegas.
A Internet é um veículo extraordinário para os timidos. A conversa no Messenger durou até às 4 da manhã. Curioso como mesmo entre amigos há assuntos que necessitam de um computador como intermediário. Esbatem-se os medos. Reforça-se a coragem. E as confissões sucedem-se.
A noite foi de angústia. Na cama esperava-me o namorado. Companheiro, parceiro, o que quiserem. É com ele que tenho partilhado as principais conquistas da minha vida. As derrotas e os infortúnios. Os prazeres e as alegrias. Os momentos mais lúdicos e os mais ternos. É parte de mim, da minha vida, é assim que o tenho visto e é assim que o quero continuar a ver.
O sono, ao contrário do que acontece todas as outras noites, persistia em manter-se afastado. E foi na força de um beijo e de um abraço, próximos da mais lamecha imagem de amor, que a paz chegou.
Que se passa com os dois donos desta "casa"?
Já repararam que é tudo relacionado com a cama?
Um foi lá que celebrou a revolução ou evolução, conforme os gostos das "cores". O outro é lá que encontra a paz...
Ora aí está um sitio condigno para se celebrar o k ker k seja. Quais paradas militares a la Coreia do Norte para celebrar a liberdade, quais quê?
Como disse o Rui Pregal da Cunha, num concerto dos saudosos e efémeros LX-90: "A revolução faz-se na cama!"